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Sexualidade na gestação

A gravidez é um período caracterizado por mudanças no corpo da mulher, nas suas emoções, nas interacções sociais e no relacionamento entre o casal, e estas podem afectar diretamente a vida sexual do casal. ⠀ Ao mesmo tempo em que o nascimento do bebê passa a ser a consolidação de um desejo de ambos, também, pode representar um obstáculo para o relacionamento de alguns casais, podendo representar para estes, a perda da exclusividade. 

A mulher fica tão envolvida com o bebê que o homem pode se sentir deixado de lado, pois um novo rival passa a concorrer pelo afecto de sua mulher. Podem surgir cenas de incompreensão e ciúmes, dando origem a incompatibilidades entre os parceiros. Assim o casal experimenta a vulnerabilidade, e a atividade sexual pode ser tanto um fator de risco, como um fator de satisfação e bem-estar.


Em relação ao comportamento sexual, o casal pode apresentar uma diminuição do desejo sexual e da frequência da atividade sexual, bem como, em alguns casos, o aumento do desejo. Casais tendem a se abster da prática da penetração vaginal, a frequência da atividade sexual diminui por medo de prejudicar o feto ou induzir um aborto ou um parto prematuro, há mudanças na escolha de posições durante a interação sexual, e também pode ocorrer um aumento do erotismo e do desempenho sexual em outros momentos. ⠀ O mais importante é que o casal conheça e compreenda as modificações psicológicas e fisiológicas nessa fase de vida e que considerem suas dificuldades, seus limites e suas emoções. 

Que estejam atentos para outras formas de vivenciar a sexualidade, seja experimentando carícias e atividades não-genitais ou diferentes posições que diminuam o desconforto para a gestante e parceiro.

Apenas em situações muito específicas se recomenda evitar a prática de intercurso sexual: Se houver placenta prévia total; Sangramento vaginal; Trabalho de parto precoce. Se surgir alguma dúvida, a mulher e o companheiro devem questionar o obstetra que está acompanhando a gravidez – e não precisa ter vergonha! Faz parte do papel do médico responder a esse tipo de questão.

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