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Abortos de repetição: Quando iniciar a investigação?

Não existe um consenso com relação ao número de abortamentos prévios que justifique o inicio do estudo sobre as perdas gestacionais. A decisão de investigar geralmente é iniciada quando as perdas se tornam recorrentes, geralmente  a partir do segundo ou terceiro caso considerando a idade da paciente.



Cerca de 80 a 90% das mulheres com um abortamento espontâneo terão uma gravidez normal na próxima vez que engravidarem. Por isso que nem sempre a investigação será necessária.


No entanto, não está proibido investigar a causa do aborto logo a partir da primeira perda, pois além da idade da paciente, outros fatores devem ser avaliados,  como os antecedentes pessoais e familiares, as circunstâncias  da perda gestacional e até a ansiedade do casal.


O Aborto espontâneo ocorre quando há interrupção da gravidez  até a  20° semana de gestação. O aborto que  ocorre no primeiro trimestre (isto é, até 12 semanas de gestação) é classificado como precoce, sendo o tipo mais comum.


Aproximadamente 15 por cento das gestações evoluem para aborto espontâneo e A prevalência é maior com o aumento da idade materna e em idades gestacionais muito precoces.


Os Abortos de repetição geralmente ocorrem em uma idade gestacional semelhante em gestações consecutivas e o risco de recorrência aumenta à medida que aumenta a idade gestacional no momento da perda.


A perda gestacional é uma das áreas mais frustrantes na medicina reprodutiva porque a etiologia muitas vezes é desconhecida e há poucas estratégias de diagnóstico e tratamento baseadas em evidências.


Por outro lado, uma perda gestacional não necessariamente significa infertilidade ou nova perda na gestação seguinte.Não há duvidas de que Abortos recorrentes merecem investigação mas após uma perda gestacional vários fatores devem ser considerados antes de iniciar uma avaliação completa do casal

 

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